Sábado, 11 de Julho de 2009

Avatar

Teaser de Avatar do James Cameron, o filme que está prometendo revolucionar o cinema de Hollywood. O pouco que se sabe dá conta de que a trama se passará em um planeta distante e na interação entre humanos e um outro povo, os Na'vi.



James Cameron prometeu, encantado que está com a tecnologia 3D usada no filme, que não voltará mais ao cinema tradicional. Dá pra confiar?

Sábado, 4 de Julho de 2009

Alice do Tim Burton

Previsão de estreia no Brasil para abril de 2010.


Sábado, 28 de Março de 2009

Andam sonhando por mim...

E como é bom quando isso acontece...



Where The Wild Things Are Trailer (HD)

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Legendagem de filmes 3D ainda é problemática

A falta de filmes 3D em suas versões originais não está relacionada a preferência do público, e sim a questões técnicas que impedem, por enquanto, a legendagem dos filmes. Segundo exibidores, a maior barreira para o uso de legendas é o risco de comprometer a "imersão" do público, um dos grandes trunfos do uso de 3D nos cinemas. A empresa RealD diz que muitos testes já foram feitos e que a legendagem de filmes 3D é possível, mas requer tratamento especial, que demandaria tempo e dinheiro. Por enquanto, as legendas em filmes 3D já foram propostas de duas maneiras: em uma delas, é exibida uma legenda tridimensional – que flutua na tela assim como um machado que voa na direção do público. Mas focar a todo o momento em um elemento que faz parte do 3D causou náuseas no público em testes feitos no exterior.
Outra opção já testada é projetar as legendas convencionais sobre uma tarja preta na parte inferior ou superior da tela. Mas a opção acaba com a sensação de "imersão".

Fonte: UOL, 17/03, matéria


Por mim, o 3D tem mais é que ser dublado mesmo. O barato está na imagem como um todo e não em ficar lendo.

Basta que a dublagem seja de qualidade.

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Quarentena

É como dizem: "não é preciso inventar a roda todo dia. Mas se for copiar, mude alguma coisa, e de preferência, melhore: ponha ao menos uma borrachinha".

Tudo bem. Para mim, foi o que os americanos fizeram com esse "Quarantine" refilmagem do espanhol REC.

É verdade que é um chamado filme cover. É tudo muito igual e parecido. A Vertigo Entertainment, uma das produtoras por trás do projeto, é responsável por uma dúzia de más refilmagens, sobretudo de filmes de horros asiáticos. É deles, por exemplo, as refilmagens duvidosas de "Dark Water", "The Eye", "Shutter" e "The Grudge".

No entanto, achei que, desta vez, eles até que acertaram. Sabemos que cinema é negócio, e o filme foi refeito porque entenderam que aproveitariam melhor o público americano do que se lançassem o original em espanhol.

Mas até que eles trataram bem o material que tinham. "Quarentena" mantém fielmente o espírito de "REC" (como disse é um filme cover, um bom cover) e agrega ainda algumas coisas boas que incrementam ainda mais a assustadora experiência.

As borrachinhas de "Quarentena":

1. O elevador que o prédio de "REC" não possuía. O espaço exíguo funcionou muito bem nas duas cenas em que foi usado, principalmente na segunda, que é uma das cenas mais tensas do filme.

2. Atiradores do lado de fora do prédio. Em "Quarentena" me pareceu que ficou claro que as "autoridades" não iriam deixá-los sair. Em "REC", permanecia uma esperança, ainda que vaga.

3. A cena da câmera usada como arma para espatifar a cabeça de um infectado. Talvez a melhor cena do filme. O vaivém daquele rosto, já distorcido pela raiva, contra a lente e o sangue que toma conta fixamente da imagem foi uma ótima idéia, ao mesmo tempo, divertida e sinistra. Além de um belo pontapé nos tradicionais códigos da narrativa cinematográfica de que a câmera deve ser sempre invisível (mesmo que a câmera esteja incorporada à narrativa, em muitos momentos ela acaba que funcionando de maneira tradicional: essa foi uma crítica que tanto o "REC" quanto "Cloverfield" receberam. E nesse ponto ainda acho que "Bruxa de Blair" foi o que melhor liberou a câmera deste regra e entrou realmente pra valer no filme)

4. E o melhor de tudo em Quarantine é Jennifer Carpenter. Acho um barato a forma como ela se entrega (como já tinha feito em "Emily Rose"). Todo mundo que a maioria desses filmes de horror são uma tremenda bobagem, mas o desespero dela é tão bom que, estica o aspecto sinistro de toda a situação, até um ponto que beira o absurdo e mesmo o cômico (sem deixar de ser assutador!). Sem falar que ela vai muito bem em toda a parte inicial, antes ainda de entrarem no prédio, com uma espontaneidade simpática e fútil.

Agora os problemas de "Quarentena":

1. Os personagens dos bombeiros são ruins, sobretudo o cara do bigode. Muitas piadas que logo me fizeram temer pelo andamento do filme. Ainda bem que ele se ferra logo (o bom momento dele é a caminhada revivido).

2. Achei o uso dos efeitos sonoros um pouco ostensivos demais. Perdeu a crueza do "REC" e ganhou em artificialismo.

3. A sugestão de origem do problema, ainda que não explique exatamente o porquê, achei fraca. A de "REC" era mais, digamos, sinistra.

4. O personagem do câmera, Scott, aparece demais em cena, já que em "REC" nós não o vemos. Me pergunto o porquê dos americanos terem feito esta opção. Acho tão boa a idéia de que o personagem que nos acompanha todo o tempo, já que as imagens são feitas por ele, nós nunca o vemos.

Jennifer, já sou seu fã!

Sábado, 17 de Janeiro de 2009

O Motim (The Rising: Ballad of Mangal Pandey)

Essas malditas noites de verão têm me trazido muitos pesadelos. Mas esta madrugada, meu despertar precoce não foi em vão. Finalmente o Telecine me surpreendeu! Divertídissimo esse "O Motim", um épico indiano de 2005 que conta - de forma meio maluca, é verdade - a história de Mangal Pandey, líder de uma revolta contra a Cia das Índias Orientais, a empresa delegada pela corte inglesa para administrar a Índia, entre os séculos XVII e XVIII.

Além do filme trazer até certa complexidade no trato das questões do choque cultural, tem também muita aventura, números musicais, bons atores e muitos, muitos bigodes!!!


E de quebra ainda tem a belíssima Rani Mukherjee.


O filme saiu em vídeo aqui pela Imagem Filmes. Recomendadíssimo!

Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2009

Cinema para tempos sombrios



Intervenção Divina, de Elia Suleiman

Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Como alguns sabem, sou particularmente interessado em filmes sobre casais em apuros. Uma boa forma de se representar o amor entre homem e mulher na tela é submetê-los a algum tipo de ameaça externa. Como dizia o velho psicanalista, para falar de amor é preciso no mínimo saber contar até três.

O problema é que é raro que bons filmes sejam feitos a partir deste tema. Um dos melhores que vi recentemente foi o "Eles", dos franceses David Moreau e Xavier Palud.

Dois fiascos recentes são "Os estranhos" (apesar dos bons momentos e da boa intenção, tive a sensação que o diretor Bryan Bertinho sequer compreendeu bem a história que estava contando) e "Encurralados" (esse um desastre de tão artificioso).

No entanto, tive este fim de semana uma surpresa bem agradável com "Há vagas", com Luke Wilson e Kate Beckinsale. Filminho despretensioso que garante a diversão com um suspense rápido e bem conduzido pelo desconhecido diretor Nimród Antal, apesar do final meio insosso.

Você acaba num motel barato de beira estrada com o ex-marido e ainda vêm bater à porta no meio da madrugada?

Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Carga Explosiva 3

O mais interessante em Carga Explosiva 3 é que os únicos personagens americanos em cena são todos vilões.

Domingo, 3 de Agosto de 2008

David Lynch no Brasil

David Lynch chega ao Brasil nesta segunda-feira, dia 4, para divulgar seu livro "Em Águas Profundas: Criatividade e Meditação". Além de participar de sessões de autógrafos em universidades, ele dará uma palestra na Globo (restrita a convidados).

Eis a relação dos dias e locais para quem quiser ver o cara (fonte JB):

Agenda


Rio de Janeiro


04/08 - 11:00h-12:30h - Encontro interno com diretores artísticos - Local: - TV Globo


Belo Horizonte


05/08 - 15:30h-17:30h - Meditação coletiva com 3.4000 meninos da Cidade dos Meninos e de Sete Lagoas. Canções de Donovan e Claudia Albuquerque Local: Ribeirão das Neves (1 hora de BH)


20:30-22:00 - Noite de autógrafos - Local: Leitura Megastore, BH Shopping (Rodovia BR356, Nº 3049 Loja OP-51, Belvedere, Belo Horizonte)


06/08 - 10:45-12:45 - Palestra - Local: Reitoria da Universidade Federal Minas Gerais


16:00-17:30 - Evento "Escolha a Paz. Participação de Donovan - Local: Clube dos Diretores Lojistas (Av. João Pinheiro, Belo Horizonte)


São Paulo


07/08 - 15:05h-17:30h - Coletiva de imprensa e tarde de autógrafos. Participação de Donovan - Local: Livraria Cultura (Av. Paulista, 2073 Térreo Loja 153, Cerqueira César, São Paulo)


20:30-22:00 - Noite de autógrafos. Participação de Donovan. Local: FAAP


Rio de Janeiro


09/08 - 11:30-13:30 - Autógrafos. Participação de Donovan - Local: Universidade Estácio de Sá, campus Tom Jobim (Centro Empresarial BarraShopping - Av. das Américas, 4.200 Bloco 11 Barra da Tijuca)


Porto Alegre


10/08 - 19:30h - Lynch participará da edição do Fronteiras do Pensamento Copesul Brasken. Participação do cantor Donovan - Local: Salão de Atos da UFRGS (Avenida Carlos Gama, 110 Porto Alegre)


Rio de Janeiro


11/08 - 16:00h-17:30h - Palestra - Local: Associação Comercial do Rio de Janeiro


20:00h-21:00h - Lançamento de Em Águas Profundas - Local: Livraria da Travessa, Shopping Leblon (Av. Afrânio de Melo e Franco, 290 - 2º piso)


Para concluir, deixo aqui um trecho da interessante entrevista que ele concedeu a Ricardo Calil, para o site da revistra Trip (aqui) sobre o "Império dos Sonhos", que achei particularmente próximo das impressões que tive quando assisti o filme: de que experimentamos, em caráter ainda muito inicial, novos caminhos para um cinema possível no futuro:

"Se você faz um filme no qual realmente acredita e ele não vai bem no mercado, você pode viver com isso facilmente. Se você faz um filme como Duna, no qual não acredita, e ele ainda fracassa, você morre duas vezes. Império dos sonhos é um filme que me levou a lugares lindos, a uma promessa de futuro. Eu amo o filme, então não me importa se ele foi bem ou não no mercado. Além disso, ele foi lançado em uma época que o cinema está mudando radicalmente, como a música. Os lançamentos em salas de cinema raramente se pagam, o DVD também está em crise, tudo acaba desaguando na internet. Império dos sonhos foi pego no meio dessa transição. Além disso, claro, é um filme com três horas de duração que quase ninguém entende. Mas há pessoas que amam o filme. E eu sou uma delas."


Eu também.